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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fimose, circuncisão e problemas do gênero

Por bruN0


Se você é do sexo feminino, existe uma possibilidade de você ter comentado no post dos furúnculos, mas agora essa mensagem vai a todos do sexo masculino. Ou até mesmo a namoradas que já viram seus companheiros com esse tenso problema na hora das relações sexuais. Fimose.



Primeiramente, o que é fimose?

Olha, primeiro você tem que conhecer melhor o instrumento de trabalho que você utiliza diariamente. Se por algum motivo você teve dificuldades em expor a cabeça (ou melhor, em termos técnicos, a glande) para o mundo exterior sem um gemido de dor brutal, você possivelmente tem fimose. Existem vários graus que eu prefiro não ilustrar de maneira tão violenta aqui nesse post, mas nada que o Google não ajude. O grau I você não consegue ver NADA além da bitoquinha do seu pinto fimosado. O grau II parece que vai, mas não vai. O grau III é o mais chato, porque você consegue ver tudo, mas estrangula tanto a glande que você broxa de tanta dor.



Existem vários momentos de descobrir que você tem fimose, aqui vai alguns dos mais comuns:

• Você é curioso e resolveu tentar forçar abrir a entrada. Com certeza foi uma tentativa frustrada.

• Você descobriu numa aula de biologia que aquela entrada ERA SIM pra ter uma abertura mais livre e sem dores.

• Você viu um filme pornô (ei, não sejamos hipócritas!) e percebeu que a benga do Kid Bengala além de enorme era bem diferente do seu. Tem algo MESMO errado aí.

• E a pior de todas: você está no bem bom com sua namorada, quase lá. E quando percebe que precisa colocar a camisinha, vem o desespero, a dor, tudo junto... não dá. Simplesmente impossível.

E então você se revolta e diz "AAAHHH PRECISO CORRIGIR ISSO PQPQP POR QUE SOU TÃO AZARADO?!?!". A fimose pode ser de origem genética ou como resultado de "exercício mal-sucedidos" quando você tinha somente alguns meses de vida. Logo, se você tem fimose até hoje e não tratou, CULPE SUA MÃE. Ela com certeza sabe que você tem fimose e fez nada pra ajudar. :(

Prosseguindo com os pontos...

Ok, tenho fimose, comofas? É tratamento na faca ou no remédio?

Cada caso é um caso, meu jovem. No geral, o tratamento mais adequado se dá através da cirurgia (foto no início do post) chamada geralmente de circuncisão (o nome técnico é postectomia), mas CONSULTE UM UROLOGISTA. Ele é a pessoa mais adequada para julgar se você precisa tomar altos esteróides ou passar pela famigerada faca. Sinceramente, pelos efeitos e pelo resultado final, a cirurgia é a solução mais viável. Mas isso ao meu ver.

Agora vou dar meu sincero testemunho de quem teve fimose até janeiro desse ano e faz esse último post do ano (o meu, Marcelo deve soltar outro em breve). Não citarei nomes, mas eu já sabia que tinha fimose há vários anos. Mas depois de um incidente nada amistoso envolvendo uma camisinha, um quarto de motel e muita frustração com dor, descobri que aquele era o momento. Então lembrarei alguns dos piores momentos quando um jovem descobre que tem fimose tem antes de fazer a famigerada cirurgia.

A vergonha: Sim, falar para o pai ou a mãe que você tem fimose e precisa da cirurgia é essencial e óbvio. Mas não deixa de ser ridículo: eles são os teus pais, ELES SABEM QUE VOCÊ TEM FIMOSE, ANIMAL. Então abra o berreiro e diga que você precisa pro quanto antes.

O medo: Encarar um urologista mexendo no seu dito cujo e dizendo "é, só com cirurgia, volta na semana que vem" é bastante tenso. A cirurgia é bastante simples, mas basta refletir que é sua saúde que clama por isso. E sua namorada/ficante/rapariga também agradeceria.

E então vem a cirurgia, a anestesia (a segunda pior parte de todo o processo, são 4 agulhadas LÁ EM CIMA e a dor é impossível de medir em palavras) e... o famigerado pós-operatório. O urologista falou em um mês sem qualquer tipo de relação. E ele estava certo. Os três primeiros dias são os piores, muito sangue, muita dor, qualquer tipo de ereção dá um desespero enorme. Mas então é só tirar o curativo, esperar um tempo e... voilà, seu instrumento melhor que nunca! Então, FAÇAM A CIRURGIA, FIMOSENTOS. É essencial perder essa vergonha e encarar a realidade que você precisará fazer isso cedo ou tarde. E quanto antes, melhor.

Então, quem ler esse post, sinta-se à vontade para comentar seus causos antes, durante e depois desse problemas que aflinge tantos homens e ao mesmo tempo é motivo de vergonha para tantos homens. E das mulheres que já conviveram com homens com esse problema, claro. FALEM, FALEM, FALEM! </bottini>
Fonte: Wikipédia, Google e experiências pessoais.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Por que vicio em jogos velhos?

Por bruN0


Aqui vou continuar de maneira não-oficial (seria um spin-off?) o último post do Apoka, que fala sobre vícios em jogos. Aqui, argumentarei do porquê jogos antigos sempre me chamaram a atenção dos que os atuais. E não, não é só uma questão de nostalgia.


Como bom nerd, sempre fui um fã de jogatinas em geral, sendo elas singleplayer ou multiplayer. Apesar de possuir minhas preferências, não sou um cara exatamente exigente nesse sentido. Por limitações de ordem financeira, quase nunca pude jogar por tempo prolongado os "lançamentos" da temporada (e até das últimas), se resumindo basicamente às horas de locadora quando jogava num PS2 ou nos PCs mais potentes de amigos meus. É meio triste dizer, mas até abril desse ano, minha máquina não suportava sequer um emulador de N64 sem lerdar todos os outros processos do computador.


Isso criou um ambiente favorável a um nostalgismo exacerbado, muito calcado em clássicos dos anos 80 e início dos anos 90. Não me levem a mal os fãs de Crysis, GTA4, Fifa 2009 ou Fallout 3, mas certos jogos pré-históricos me divertiram (e continuam me divertindo até hoje, como o próprio título já diz) e marcaram de maneira muito mais intensa. Não é uma questão somente de achar que "AH MAS O BRUNO NUNCA TEVE UM PC QUE PRESTE POR ISSO NUNCA JOGOU ALGO COM GRÁFICOS LOKOS MIMIMI". Ou mesmo "O BRUN0 É SÓ MAIS UM NOSTÁLGICO DO TEMPO DO BUMBA!!!". Repito: são jogos que por me marcarem tanto, ainda jogo eventualmente, só não podendo ser mais porque sou hoje um trabalhador assalariado (o que não impede de postar nesse blog, já que comecei a escrever isso direto do escritório :D).






























O jogo "manager" com melhor custo-benefício ever

CHAMPIONSHIP MANAGER 01/02

Esse jogo para mim é um clássico. Sou um fã assumido de jogos de estratégia/simulação, em especial os de estilo manager. Apesar de posteriormente as duas empresas responsáveis pelo jogo terem se separado (Eidos, que ficou com o nome do jogo, e a SI Games, que ficou com a database) e o Football Manager ser um sucesso atualmente, nada me faz largar o Championship Manager (CM) 01/02. O motivo é simples:


É um jogo rápido, mas não menos complexo. O que vou falar aqui vale para esse jogo, mas também para tantos outros que possuem continuações anuais até os dias de hoje. No caso do CM, além de não ser necessário um PC de fato potente para rodá-lo de maneira convincente, o jogo em si é mais ágil. O fato é que em nome do chamado "realismo nos jogos", certas franquias tornaram-se estranhas a si mesmas. Essa edição de quase 10 anos atrás não é tão menos complexa que a edição atual do ponto de vista estratégico, que basicamente tem maior banco de dados, mais frescuras e uma repaginação visual. Enquanto no CM 01/02 sou capaz de jogar 5 temporadas em 1 semana (naturalmente, no auge do vício), no FM tudo é mais emperrado, burocrático. E me desculpem os puristas, mas quero um jogo para me DIVERTIR, não para ficar vendo todos os detalhezinhos e ficar babando por isso. Bleh.



FUTEBOL BRASILEIRO 96


O jogo em si não precisa ser descrito, é um clássico já descrito em outro post pelo Marcelo. Mas o ponto não é esse. Você, leitor, vai me dizer que esse tipo de jogo nada tem a ver com outros clássicos do tipo, como Fifa, PES (Pro Evolution Soccer) ou WE (Winning Eleven, nome anterior do PES, quando ainda possuía maiores raízes em terras amarelas), exceto pela temática futebolística. Além do mais, os jogos de futebol no SNES não primavam em ser simuladores, mas sim verdadeiros arcades, com direito a gols "do meio da rua" (seria a volta do FORTEBOMBA?) e narrações em portunhol. De fato, eu joguei horrores quando era pirralho, mas ainda o faço até hoje. Por quê? Além do mais, eu já tenho um PC razoável e suficiente para jogar os clássicos do gênero, mas continuo no FB.


Obviamente, existe o fator nostalgia de maneira bastante acentuada nesse caso. Mas algo se sobrepõe nesse jogo: o fator multiplayer dele é irresistivelmente viciante. Mesmo por um emulador, a diversão proporcionada em lances caricatos, gols absurdos e a aquela sensação gostosa e nostálgica de vencer seu amiguinho num jogo relativamente simples, mas ao mesmo tempo tão emocionante.



"CONSEGUIIII!", "FOGO!" e as famosas vozinhas são a alegria dos jogadores de WA.

WORMS ARMAGEDDON

O leitor mais desavisado talvez imagine que esse jogo nem seja tão antigo assim, visto que ele ainda é jogado com frequência por vários grupos espalhados na Internerd. Mas não, Worms Armageddon (WA) já tem incríveis 10 anos de existência, mas continua proporcionando diversão multiplayer como qualquer outro jogo da atualidade, como um Left 4 Dead da vida. A resposta está no seu formato originalmente único para a época (copiado posteriormente com fortes semelhanças pelo Gunbound), juntamente com as possibilidades de customização e o humor da série. Ok, eu falei isso tudo deduzindo que você saiba da existência desse jogo, ele é um CLÁSSICO. Se você é um autêntico lunático ou voltou de Marte nesse mês, WA consiste numa disputa entre turnos entre grupos de minhocas com o uso de armas tradicionais e não-tão-ortodoxas-assim, como bananas explosivas e um asno gigante feito de concreto/metal/god knows. O jogo é tão popular que recebeu atualizações até meados do ano passado. E não se espante se aparecer mais alguma por aí, WA é realmente de uma popularidade e fidelidade bastante razoável. Verdade que o modo singleplayer do jogo é também interessante, mas se você nunca teve o prazer de jogar uma granada nas minhocas dos seus amiguinhos (ui), você não sabe o que é diversão de verdade.




"Return me to Savara!"
Return me to Savara!

TYRIAN

Não são tantas pessoas assim que conhecem esse clássico jogo de naves que foi inicialmente lançado há quase 15 anos. Mas quem jogou sabe que mesmo passado tantos anos, raríssimos jogos do estilo chegaram perto do nível de beleza, versatilidade de armas e elaborada de história de Tyrian. Isso tudo sem cair na mesmice de jogos com qualidade absurda, mas pouco divertimento. Como explicar que um jogo como esse seja lembrado por mim, que nem gosta tanto do estilo e especialmente depois de tanto tempo?

Tyrian (na verdade, a versão demo dele) foi o primeiro jogo que encarei num computador. Isso mesmo, antes de Tetris, Paciência, Campo Minado, Copas ou qualquer coisa que fizesse sucesso num PC recém-comprado em 1995 ou 96, eu joguei Tyrian pela primeira vez. Imagina a cara de um moleque que sempre teve tendências nerd vendo um jogo como esse. O troço era tão único que eu nem tinha noção, mas tanto meu pai como minha irmã mais velha eram mais viciados que eu. E é fato, esse jogo me fascina até hoje.



YOU CAN'T GIVE IT UP! GO FOR IT!

STREET FIGHTER ALPHA 3

Eu poderia até mentir para vocês, dizendo que ainda jogo Street Fighter II. Até digo que esse foi muito mais importante na minha infância e soa muito mais nostálgico. Mas convenhamos, SFA3 tem mais de 10 anos e, apesar de conhecer há relativamente pouco tempo, mostra que jogos de qualidade realmente são atemporais. Na moral, por mais que lancem novas versões de Street Fighter, King of Fighters, Tekken, Mortal Kombat... poucos chegarão no nível de qualidade dessa belezura. A quantidade de personagens, a personalidade que eles impõem, os cenários e o som mostram que qualquer nível de relevância é pouco para o impacto desse jogo. Originalmente lançado em fliperamas e em consoles como PSX/Dreamcast, no PC ele é facilmente jogado utilizando emuladores voltados para jogos de arcade e um plugin de conectividade multiplayer chamado Kaillera. Jogar "PORRADA" com alguém é simplesmente único, além de ser acessível a quase qualquer PC atualmente.



Isso foi uma leve amostra, existe uma verdadeira infinidade de jogos (a maioria com cerca de 10 anos de existência, alguns até mais), seja para os nostálgicos de plantão que nunca querem esquecer a infância, seja para os jogadores iniciantes, que podem ver em certos clássicos uma qualidade que hoje não é perceptível na maior parte dos games. Por isso, não seja preconceituoso com o abandonware. Ele vai estar lá para qualquer momento.

domingo, 6 de setembro de 2009

Quem tem medo dos cartãozeiros?

Por bruN0.

OMG CARTÃOZEIROS E SÃO JORGE!
"OMG CARTÃOZEIROS E SANTO EXPEDITO!"


Esse panfleto que vocês veem é provavelmente o mais bizarro que já recebi. E vocês vão concordar comigo depois que o lerem, não sem antes eu fazer uma breve introdução.

Lá estava esse que vos fala no terminal de ônibus do Antônio Bezerra em Fortaleza, esperando o bendito Campus do Pici/Jovita Feitosa num sol potencialmente infernal das 10:30. Enquanto esperava tranquilamente na fila, eis que um senhor de idade avançada e rosto abatido começa a entregar panfletos para as pessoas da parada. Mal poderia imaginar o quão sortudo seria ao estar exatamente naquele local/hora. O panfleto é bem tosco, você nota pela textura. Papel meio amassado e sujo, parecia cartolina velha. Quando vi a gigante imagem de Santo Expedito, imaginei que fosse mais um pregador pedindo para aceitar Jesus no meu coraçãozinho pecador. Mas o texto me reservava uma surpresa...

Notei que quem recebia o panfleto, começava a ler e ficava com uma notável cara de interrogação. Então resolvi começar a ler. Eis aqui o texto na íntegra, com alguns comentários intercalando e certos grifos.

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"Os cartãozeiros estão fazendo desordem e estuprando as mulheres e crianças, e ainda estão ameaçando as pessoas e assaltando postos de gasolina e os sítios, se passando por policiais eles são Duzentão. Os cartãozeiros não tem mais o que fazer, estão mandando as mulheres se empregar nas casas, para observar a conta bancária e a renda familiar, para passar informações para os cartãozeiros."

Wait... WHAT?! CARTÃOZEIROS? O que raios seria isso? Cangaceiros modernos? E por que DUZENTÃO? E nossa, se eles não tem mais o que fazer, diria que isso é o tédio levado às última consequências. Detalhe que num parágrafo ele consegue citar CARTÃOZEIROS 3 vezes. A capacidade pleonástica desse texto é inacreditável, como veremos a seguir.

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"Quem é o chefe dos cartãozeiros é o Nilo, genro do Zé Português, pois o Zé Português é o líder da quadrilha, a filha do Zé Português, Ana, que é a mulher do Nilo, ela é quem anda aqui em Fortaleza colocando os "Chupa-Cabra" para os cartãozeiros dar o golpe. Todos os cartãozeiros de todos os bairros de Fortaleza estão fazendo desordem e estuprando as mulheres e crianças, eles vivem dizendo que é trote. O Nilo e o Zé Português se passando por policiais e advogados."

Opa, a história começa a ficar boa. Subentende-se que esse Nilo deve ser o capeta e o Zé Português deva ser um capeta semelhante, só que burro... e mais interrogações. Chupa-cabra? E fiquem de olho em "estuprando mulheres e crianças", isso ainda vai se repetir...

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"Os bairros de Fortaleza que tem mais cartãozeiros são: Genibaú, Antônio Bezerra, Conj. Ceará, Henrique Jorge, Caucaia, Barro Preto e Aquiraz. Todos os municípios de Aquiraz e até Caponga estão cheios de cartãozeiros."

Eu poderia deixar essa parte passar batido, mas quem conhece o Ceará sabe que tem dois pequenos detalhes curiosos nesse parágrafo. Primeiro: Caucaia é uma cidade. E a maior da região metropolitana, tirando a própria capital. Segundo: como assim todos os municípios de Aquiraz? E por acaso isso virou estado da federação? Vai entender. Prosseguindo...

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"Nós, da comunidade do Barro Preto, pedimos que toda a população que pegar este panfleto ajude a passar estas informações para que as pessoas repassem para os órgãos competentes, porque você pode ser uma das vítimas deles, pode ser até um vizinho seu. Ajude-nos a a denunciar esses bandidos para a Polícia e a Imprensa, pois Nilo, que é o chefe deles, vive aqui dentro do Barro Preto escondido."

Ok, o cara que mora no Barro Preto é quase uma piada pronta. Dizer que mora na merda é até constrangedor. E a teoria da conspiração de ter um vizinho CARTÃOZEIRO é genial. E claro, Nilo é o Osama Bin Laden cearense...

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"Todos os cartãozeiros estão se passando por policiais. As mulheres dos cartãozeiros estão se empregando para obter a senha dos aposentados e a renda da família."

Sim, o texto tem um parágrafo só pra dizer isso. Todos os cartãozeiros são policiais? Então por que Nilo se esconde? E esses aposentados safadões, contratam as mulheres deles... admita, é uma boa isca.

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"Os cartãozeiros, eles entram nas residências, sítios, casas de praia e rendem todos que estão na residência. Eles são muito violentos, levam arma em punho, estupram e abusam sexualmente das mulheres e crianças, só que é no período da madrugada."

Excelente pontuação. E de volta a falar de estupros... mas agora temos algo novo! É de madrugada! Claro, como poderia esquecer isso...

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"As pessoas que são violentadas tem que procurar as autoridades competentes, mas quando as pessoas chegam na delegacia, o delegado exige levem uma testemunha, só que as pessoas não tem como provar nada, porque o delito geralmente acontece na madrugada. Os vizinhos não vão sair das suas casas para testemunhar, porque eles não viram nada porque é de madrugada. E aí fica tudo impune, eles fazem do jeito que querem, estupram e levam todos os pertences da pessoa."

Primeiro: se é assim, POR QUE PROCURAR? Claro, é o método infalível! Faça tudo de errado na madrugada, ninguém vai estar vendo mesmo! É o crime perfeito, admita. E o autor desconhecido novamente falando de estupros. Ele tem uma fixação meio estranha nisso... Ah, e voltando a indagação inicial, QUEM SÃO OS CARTÃOZEIROS?

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"Os cidadãos não vão sair das suas residências dizendo que viram a sua esposa ou filha sendo violentadas porque eles se sente humilhados e preferem ficar em silêncio para preservar a sua imagem perante a sociedade. As autoridades tomam conhecimento mas não fazem nada."

E como raios eles tomam conhecimento e fazem nada? A teoria da conspiração toma mais formas...

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"Dentro de uma casa foi preso um cartãozeiro de nome Cícero no Parque Santa Rosa, ele está no 3º distrito, ele estava se passando por policial civil, estava TURTURANDO uma mulher e estorquindo a mulher para lhe dar dinheiro, outro cartãozeiro do Bom Jardim foi preso, ele e seu comparsa, o nome da mulher é Fátima, e seu comparsa, o nome dele é Paulo, no Bairro Maraponga."

Opa, historinhas! Nada como uma turtura gramatical para alegrar nossa análise. Claro, o autor deve ter um transtorno obsessivo-compulsivo por vírgulas e supressão de conectivos. Não é uma parte muito interessante, mas nota-se a periculosidade e o quanto os cartãozeiros podem ser ecléticos e são bem articulados. Grande Maraponga...

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"Quatro homens sequestraram duas moças e a APAUPARAM e depois abandonaram num terreno baldio. Esses bandidos estão agindo no interior de Canindé, Santa Quitéria, Baturité, eles estão humilhando os CIODADÃOS, se REQUEBRAR e abusar das mulheres."

Belo combo! Cartãozeiros apaupadores de mulheres ciodadãs indefesas. Agora... requebrar? Isso é tão bizarro que não dá nem pra inventar uma zoação decente.

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"Nas estradas eles estão usando o CINTO DO DRAGÃO para furar os pneus dos carros e fazer os assaltos, eles fazem as SAIDINHAS BANCÁRIAS."

Sim, eu sei o que são "saidinhas bancárias". Mas o termo é genial, diz aí. Agora... cinto do dragão? Por acaso os cartãozeiros tem algo a ver com o Shiryu? E usar um cinto para furar pneus? Haja LSD...

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"Graças a população que está denunciando, inclusive a imprensa, está noticiando. Eles são conhecidos por Duzentão. Eles estupraram uma moça na Praça da Uberlândia e onde eles sabem que tem um aposentado que more só eles torturam e ficam com a senha."

Eles estupram (pela 7623ª vez só nesse texto) moças indefesas e abusam de aposentados. Torturam aposentados e mulheres e...

E aqui a resposta que tanto buscávamos. Os cartãozeiros são... Duzentão, ora. Você não sabe o que é isso? Bem, aí é coisa para outra análise de texto enorme e inútil como essa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Top 20 R.E.M. – parte 2

Por bruN0.



Nos últimos dias inventei de colocar toda a discografia do R.E.M. no meu podre MP3 player. Tudo, desde as tranqueiras mais velhas e discos que menos simpatizo até os clássicos óbvios. Eu já tinha feito essa lista antes disso, mas o fato de ouvir continuamente e perceber nuances diferentes de faixas que nem lembrava mais que existiam me impulsionou a finalmente dar continuidade ao post já velhinho do Marcelo. Espero que curtam a lista.

(não, não tem figuras bacanas, não tenho saco ainda pra isso)

Radio Free Europe

Primeirona do primeiro álbum full da banda, o aclamado "Murmur". Particularmente, sempre tive fixação com faixas "1” de álbuns debuts e o caso do R.E.M. não é diferente. Letra marcante, bom ritmo e sempre uma boa pedida. Infelizmente não é muito tocada ao vivo nas últimas turnês.

Harborcoat

Outra "faixa 1", dessa vez do álbum seguinte, o "Reckoning". Esse álbum que faz 25 anos em 2009 merece bastante relevância especialmente por muitas letras aparentemente nonsense. Harborcoat é absolutamente grudenta, tem uma letra que pode não ser muito profunda, mas é suficiente. Se não é genial, é sem dúvida divertida e boa pra relembrar algo do rock dos anos 80.

(Don't Go Back To) Rockville

Se Harborcoat peca mais na parte lírica, "...Rockville" mostra uma letra muito mais interessante. Uma das mais conhecidas do "Reckoning" por ter sido gravada no álbum ao vivo "R.E.M. Live" com Mills cantando (e ficou muito boa, por sinal). Dificilmente não dá pra cantar o refrão junto com Stipe e mostra que esse álbum tem um potencial ainda maior que o "Murmur" para grudar refrões. Uma música feliz e outro bom riff de Peter Buck.

These Days

Única que resolvi colocar do "Life's Rich Pageant". Aqui os backing vocals de Mike Mills melhoram ainda mais a situação. Pode chamar de "pop feliz" ou o que seja. É uma que mesmo sem saber porcaria nenhuma da letra, mostra um ritmo que cativa pela simplicidade, mas que preza pela qualidade. É uma aula de como fazer pop rock.

Finest Worksong

"Bloooow your hooorn...". Você vai cantar isso com Mike Mills, vou te garantir. Tá, você pode até não entender muito DE NOVO o que se passa na letra ou o que eles quiseram dizer com isso... mas instrumentalmente mostra uma banda muito mais madura. Prova que o "Document" para alguns é o melhor álbum até o sucesso de vendas "Out of Time". Vale acompanhar.

It's The End of World As We Know It (And I Feel Fine)

Quem conhece um pouco mais de R.E.M. sabe que essa música certamente estaria aqui. Perfeita para fechar concertos ao vivo, alucinadamente difícil de acompanhar cantando e uma das mais conhecidas da banda. Nela você encontra todos os elementos de sucesso da banda até aqui. Vocal e backing vocal inspirados, instrumental bastante competente, letras grudentas e de difícil compreensão e uma banda que soa cada vez melhor.

Get Up

Essa aqui é por um motivo pessoal e é pela letra. Quando vejo o primeiro verso "Sleep delays my life" seguido de infinitos "GET UP" que passeiam pela música direto, lembro do quanto sou preguiçoso e sonhador às vezes. Não, ela não é um primor e nem um clássico da banda, mas absurdamente é uma das que mais me identifico. E claro, a música é muito boa.

Orange Crush

Essa é séria candidata a letra mais grudenta da banda, apesar de soar bobinha. Ao vivo ela vem acompanhada invariavelmente de um Stipe com um megafone berrando no "solo" (ao menos na versão do "Perfect Square"). Não se engane, você vai acabar ouvindo ela várias e várias vezes. Representa o álbum em que está inserida, o interessante "Green".

Losing My Religion

"Ok bruN0, a música mais conhecida da banda?". O clipe passou em tudo que é buraco , é o carro-chefe do álbum mais vendido da banda (o já citado "Out of Time") e... tem seus méritos, ora mais! Talvez uma das melhores músicas pop de todos os tempos, seja pela letra profunda e até meio obscura, um riff absurdo e marcante e uma produção no nível ideal. Foi a música com a qual me interessei de verdade pela banda. Tem sua relevância...

Everybody Hurts

"Ok bruN0, a música mais TRISTE da banda?". Para muitos, a mais triste do mundo. Não é pra menos, o instrumental passa bem essa sensação e a letra é bem pra baixo mesmo, apesar de ela ser surpreendentemente otimista. Ao vivo ela tira lágrimas de seus olhos facilmente, seja pela interpretação ou por quase todos cantarem em uníssono boa parte. Libere seu coração casca-dura e... HOOOOLD OOONNN....

Ignoreland

A letra não é de fácil compreensão, mas vai empolgando cada vez mais até chegar num refrão que você pode praticamente gritar a plenos pulmões. É a minha favorita do "Automatic for the People" e é contagiante. Para mim, ela é relativamente underrated (apesar de ter sido tocada na última tour) e teria potencial para ser um clássico.

What's the Frequency, Kenneth?

Se Ignoreland só teria potencial, "...Kenneth" é um clássico consolidado. Um clipe simples e direto (e bastante popularizado na época pela MTV), um riff inicial que mostra uma faceta mais rock da banda e uma letra bastante curiosa, essa música abre de maneira ideal o talvez meu álbum favorito (o sujo e eclético "Monster"). Dificilmente ela não entra num top 10 da banda de qualquer pessoa.

I Took Your Name

Essa música faz parte do rol das que ficam inacreditavelmente melhores ao vivo. Mas mesmo a versão de estúdio sendo mais cadenciada comparada com a ao vivo, ela está aqui por méritos totalmente pessoais. A guitarra dela soando ao fundo me deixa hipnotizado e a voz mais aveludada do Stipe nessa faixa simplesmente grudam na minha cabeça.

Departure

Eu não sou tão fã assim do "New Adventures in Hi-Fi", mas ela é divertida demais pra ficar de fora. Departure lembra a banda na época do "Green", mas naturalmente soando mais moderna. Como várias outras desse top, não tente entender muito da letra. Simplesmente curta como músicas pop podem simplesmente soar bem. Departure é um excelente caso.

Parakeet

Essa foi a última que coloquei e a última que "descobri". Tenho que fazer justiça, depois de muitas sessões, vi que o "Up" é um excelente álbum de fato (apesar de ser depressivo demais pro meu gosto). E mesmo tendo músicas mais conhecidas e que tocam ao vivo, tem algo nela que soa bastante profundo pra mim. É, pra mim, a mais underrated da banda.

The Great Beyond

"This song is about Andy Kaufman". Michael Stipe resume facilmente essa música no álbum ao vivo "Perfect Square". Ela está na trilha sonora do filme "Man on the Moon" (também nome de uma faixa do R.E.M. e que também fala sobre o curioso artista). A letra é uma das bonitas feitas pela banda e, mesmo não tendo sido lançada em nenhum álbum oficial da banda, merece destaque.

Imitation of Life

Para mim, a melhor música DE FATO totalmente pop da banda (mais inclusive que Losing my Religion). Tem um clipe fantástico, um instrumental feliz... mas soa relativamente deslocada do restante do álbum, o curioso "Reveal". Não há muito o que falar, a faixa foi um sucesso de mídia e mostra por inteiro todo o talento da banda para fazer videoclipes.

Bad Day

Outra faixa com clipe de altíssima qualidade e outra que só foi lançada em uma coletânea em 2003. Essa música é curiosamente uma das mais antigas da banda, tanto que influenciou "It's the End...", mas pelo momento da política norte-americana, a banda resolveu lançá-la quase 20 anos depois. A letra (especificamente as "pontes" para o refrão) soa especial e o instrumental passa longe de ser datado. Ao vivo fica ainda melhor.

Living Well Is The Best Revenge

Uma das melhores faixas de abertura de disco de todos os tempos na minha opinião. Com o álbum mais rock da banda desde o "Monster", essa faixa é quase um tapa na cara. Stipe soando agressivo (!), a guitarra de Buck saindo fluidamente, o baixo e vozes de Mills marcantes e uma boa letra, essa música poderia se tornar essencial nas futuras turnês da banda. E ah, o título já diz tudo.

Man-Sized Wreath

Por pouco essa música não foi lançada no disco, mas a reação do público ao vivo quando eles a tocaram os fizeram mudar de ideia. Se você não entender a letra dessa faixa, é normal. Mas ela realmente tem um significado (se a memória não falha, ela descreve uma visita do então presidente George W. Bush ao memorial de Martin Luther King num dia específico aí). Seguindo a lógica do "Accelerate", a guitarra soa bem mais preponderante e o baixo mais perceptível. É meio inevitável não se remexer enquanto ouve.


The Sidewinder Sleeps Tonite

Pretty Persuasion
Supernatural Superserious
Pop Song 89
Animal

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Furúnculos y otras cositas más

Por bruN0.



Sei que o título é infame o suficiente para você não ler o restante do texto, mas acredite... é por um motivo de saúde pessoal! E sua própria segurança, posso te garantir.

Desde quando eu era um pivete remelento (hoje só não sou mais pivete), eu sofro de um mal que muitos dos leitores já devem ter passado dias ou quiçá semanas. FURÚNCULOS. Eu particularmente chamo de "tumores" por causa da minha querida mãezinha, que provavelmente não gosta muito dessa palavra que tem uma sílaba tão infame e lembre algo tão orriveu. Mas enfim... conheça um furúnculo!

furúnculo!

Achou um nojinho, cheio de sangue e pus? Já conhecia? Ok, não parece ser muito convidativo... mas imagina vários deles pelo corpo! Sim, o nome que se dá a esse processo é a furunculose, que é quando a bactéria causadora (geralmente a maldita Staphylococcus aureus) cai no sistema sanguíneo e resolve brincar de SimCity na sua superfície corporal. Antes que você corra pra Wikipedia e economize tempo lendo informações úteis a respeito, vamos a parte interessante do texto.

Pelo que vocês viram, um furúnculo é o suficiente para causa dores de cabeça o suficiente por um tempo. E claro... DÓI PRA CARALHO! Agora imagine isso num lugar bastante desconfortável. Sim leitor, esse que vos escreve está atualmente com um furúnculo na nádega direita! Ao ponto de qualquer movimento (sentar-se, levantar-se, deitar-se...) que exija um contato mais direto com a área nadegal seja feita com uma dor digna de querer se jogar num metrô em movimento (desculpa Narugami, mas não poderia perder a chance).

E se você já teve furúnculos, leitor, a chance de que um deles tenha sido no seu higiênico traseiro é bem razoável. Além da alta transpiração e de provavelmente ser uma região bem pelúcida, se você vive num buraco quente como Fortaleza, a temperatura da região glútea enquanto você está sentado nerdando pela Internerd é digna de Guiné-Bissau em plena 13:00.

Mas tudo isso tem cura! Na verdade, os nossos amiguinhos furúnculos aparecem e se vão como o vento. Na maior parte dos casos, a cura aparece naturalmente e a vítima dessa praga não precisa fazer muita coisa a não ser gemer de dor nos próximos dias. Pomadas são úteis (como a famosa Furacin) e antibióticos mais ainda (mas devidamente indicados por profissionais hein?), mas o melhor a se fazer é ter paciência, esperar o troço literalmente explodir e fazer uma festa de nojinho drenando o local. Que beleza!

Mas se você é tr00 black metaller from hell, você tem outra alternativa... os instrumentos são uma faca de cozinha, um fósforo aceso e MUITA coragem. Aliás, coragem não... loucura mesmo! O resto é por sua própria conta em risco, sabichão.

E você leitor que me pergunta porque raios resolvi escrever sobre assunto tão esdrúxulo... bem, se um dia você tiver algo explodindo na sua pele e não souber o que fazer, pelo menos você saberá que não é o único e que ter um furúnculo no rabo é SEMPRE pior.

Link útil!

domingo, 9 de março de 2008

Vocalista da banda Schizophrenie sai após discussão interna

Por bruN0 (Carl Krebs).



ESTOCOLMO, Suécia - Após desentendimentos entre os integrantes, a saída de Casper Svenningsen, vocalista e baixista da banda de rock dinamarquesa Schizophrenie, foi oficializada nesse domingo. Casper fazia parte da formação inicial do conjunto e alegou "um clima chato e falta de utilidade" na banda. Com a saída, o conjunto agora é formada somente por Kim Hansson e Carl Krebs, ambos guitarristas e líderes da banda. O grupo atualmente está no final da turnê pelo single "The Good Lord From The Devil" e é uma das mais renomadas no cenário experimental dinamarquês.


Mudanças na formação e futuro incerto


Após a saída de Casper Svenningsen, vários boatos formaram-se a respeito da futura formação da banda. Apesar do anúncio, o ex-vocalista e baixista do conjunto anunciou que somente irá formalizar sua decisão no dia 23, logo após o último show da turnê em Copenhague. Também existe a possibilidade de Casper integrar-se temporariamente a banda para a gravação de um novo disco até o meio mês que vem, atrasando ainda mais a saída oficial Com a presença de dois instrumentistas de mesma função, Kim Hansson anunciou que assumirá a função de baixista na próxima turnê, anunciada para começar no final de abril. Carl Krebs também anunciou que provavelmente a banda manterá a formação, apesar do desejo do líder do conjunto em convocar outro músico para o grupo.

O anúncio da saída de músicos da Schizophrenie não surpreendeu os fãs, pois há meses Casper trocava farpas publicamente com os outros dois guitarristas. Apesar do mal estar notório no ambiente da banda, a saída do baixista foi amistosa e anunciada em uma entrevista coletiva no estúdio da gravadora RockTarts em Estocolmo. A saída anterior de outros membros, como a baterista brasileira Fabiana Bastos e a vocalista dinamarquesa Amelie Klein, foram mais traumáticas, pois não faziam parte da formação inicial da banda. Casper anunciou também anunciou que pretende seguir carreira solo no blues rock dinamarquês, cogitando manter contato com a Schizophrenie. Não foram revelados detalhes de possíveis divisões de verba entre a banda e possíveis mudanças no repertório.

(e qual é o problema de ter um pouco de roleplay no Popomundo?)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Madden NFL 98 - Resenha e tutorial n00b

Por bruN0.



É verdade que a popularidade do futebol americano na terra da bola redonda não é essas coisas todas hoje (apesar do crescimento, com transmissões de boa audiência na ESPN e Band Sports), mas existe louco pra tudo, especialmente na Internets.

E uma dessas loucuras foi querer aprender a jogar Madden. Bem verdade que eu já tinha me arriscado há algum tempo em jogar no PS2 ou no emulador de SNES, ambos sem qualquer sucesso prático. Mas ao ver o jogo IRL do Indianapolis Colts (vulgo time do :omglies: Payton Manning) contra o azarão San Diego Chargers, uma súbita vontade de jogar a franquia do comentarista velho e chato dos EUA apareceu na minha mentalidade nerdish. Eu já sabia alguma coisa das regras, mas nada profundamente. Então usei a boa Wikipédia e dei boas pesquisadas sobre posições, táticas e coisas relacionadas. O resultado disso é que combinado ao meu vício, creio que tenho certo domínio sobre a edição do Mega Drive (pois o emulador de SNES não suporta o Madden por mais de 10 minutos sem travar).

O jogo possui gráficos relativamente pobres, mas comparado com seus antecessores, até que não são tão ruins (ainda inferiores a sua versão de SNES). Quem está acostumado a jogar ou ver um Madden '08 no PS2, precisa acostumar os olhos. A jogabilidade inicialmente é sofrível, pois apesar da simplicidade de botões (só são utilizados 3 na versão do MD), os comandos são múltiplos e variados, tornando confuso especialmente para os jogadores que nunca tiveram muita familiaridade com o esporte.

Pensando nisso (e em futuros confrontos através do Kaillera), resolvi fazer um tutorial muuuuito fuleragem sobre como sair do canto no Madden '98. Mas pra nubage ficar ligada, vou relembrar uns termos comuns no futebol americano. Se você se acha o FODAUM, pule para a parte que interessa.

COMEÇA PARTE NUBAGE

Você tem um time lindo e maravilhoso (ou não). Você precisa fazer mais pontos que o outro time. Você tem 4 lances pra ultrapassar um determinado espaço de jardas (inicialmente são 10). Cada lance é chamado de down. 4 downs para 10 jardas. Se você passar dessas 10 jardas nesse intervalo, você tem direito a mais 4 downs para mais 10 jardas e assim sucessivamente. Claro que você não é idiota e vai querer ganhar 10 jardas usando 4 downs, sendo que você precisa fazer pontos. Você vai querer mais, muito mais... e aí entra a magia de usar seus queridos jogadores para chegar na área do adversário (as duas áreas são separadas por um espaço de 100 jardas, avaliem). Se você não conseguir as tais 10 jardas em 4 downs, você se ferra e a próxima rodada é a do time adversário. Ah, e o jogo dura 60 minutos, dividido em quartos de 15 minutos. Assim funciona o jogo de futebol americano, de maneira totalmente simplória. Vamos aos termos básicos:

Touchdown (TD): É o jeito de fazer mais pontos e maior objetivo no jogo. Não é possível que você nunca tenha visto em qualquer filme yankee algo parecido com uns machos enormes comemorando porque um deles chegou numa parte toda colorida numa parte do campo. Pois é bem por aí. Você precisa colocar o jogador com a bola naquela área do adversário. E não basta colocar somenta a bola, você precisa estar com os dois pés FIRMES nessa área. Feito isso, você ganhou 6 pontos e uma possibilidade de converter mais pontos que pode ser por um chute na bola que entre por aquelas imensas traves amarelas (vale um ponto) ou você colocar DE NOVO seu homenzinho na área do adversário, mas com a vantagem de você estar a pouquíssimas jardas do tal espaço. Esse feito vale dois pontinhos a mais para o seu time.

Field Goal (FG): Vamos considerar que você chega no 4º down com pouquíssimas chances de fazer um touchdown, mas você não é besta e ainda quer alguns pontinhos. Eis o field goal. É o tal chute na bola que precisa entrar entre as traves amarelas que estão na área de touchdown que você tanto deseja. É literalmente um GOL, no sentido futebolístico da palavra. Algumas vezes dá certo, outras não... mas se der, são 3 valiosos pontinhos para o seu time.

Quarterback (QB): É o cerébro do time. Sabe o carinha que sempre recebe as bolas do seu time e é responsável de lançar para seus amiguinhos fazerem o trabalho sujo? Pois bem, eis o cara que faz os passes do seu time, às vezes corre e também agarra a Gisele Bündchen nas horas vagas (privilégio de Tom Brady, QB do New England Patriots). Tenha certeza que quando jogar o Madden, ele será fundamental.

madden4.jpgScrimmage: Sabe aquele amontoado de gente que fica em linha antes de começar cada lance? Pois bem, eles estão na linha de scrimmage (também chamado linha de escaramuça, mas isso é coisa de portuga doido). Basicamente é onde começa cada down de um time. Se você, por exemplo, ganha 3 jardas em um down, sua linha de scrimmage ficará 3 jardas a frente no próximo down. É lá onde o pau come solto e fica aquela agarração toda.

Snap: É quando começa cada down. A bola geralmente é jogada de alguém que está na linha de scrimmage para o QB ou alguém que depois entregue para ele. Certifique-se de que ninguém vá se mexer até que o snap aconteça, se não é falta para o time que se adiantou.

Running Backs (RB) e Wide Receivers (WR): Só saiba de uma coisa: quando a bola chegar neles, bote pra correr. E muito. Eles são os caras que fogem da polícia correm para o abraço e fazem a felicidade da nação (ou não), fazendo os touchdowns, geralmente. São essenciais tanto no jogo aéreo (lançamentos do QB) ou terrestres (os RB tentam ultrapassar a muralha humana do time adversário e ganhar umas jardas para o time).

Safety: É quando o negócio tá ruim. Se por algum motivo aleatório (e tome preguiça de escrever mais...) você for derrubado dentro de sua própria área, mas ainda com a posse de bola, o time adversário ganha 2 pontos. Então, vê se não vacila muito quando tiver muito perto de sua área, garotão.

Punt: Você está no 4º down e não tem chances nem de touchdown ou de field goal. Se você quer adotar uma postura mais conservadora, dê um chutão na bola e tire a bola daquela região ridícula e deixe o time adversário brincar um pouco perto da área deles.

Punições/Faltas: São MUITAS, acredite. E eu não vou ser o louco de listar isso tudo e perder meu tempo (além do mais, é uma lista feita para n00bs no assunto, como você que está lendo). Só não se assuste caso seu time leve ou faça uma falta sem você perceber. Basta não se mover antes de acontecer o snap e você já evita o mais idiota.

ACABA PARTE NUBAGE

Pronto, agora vamos falar do jogo. Sabe como funciona o básico das regras? Então pronto. Se você se arriscou a jogar Madden contra a máquina pela primeira vez, você provavelmente levou uma surra de pau mole. Isso se deve ao fato de você não saber os controles né, garotão? Bem, vou dar uma ajuda básica e, talvez depois de ver esse tutorial fuleira, você até consiga fazer um TD. Vamos separar em situações distintas.

Eu vou começar o jogo chutando a bola, e agora?

madden5.jpgÉ simples na teoria, chato na prática. Resumindo tudo: apertando C, a barrinha de força começa a encher. Aperte novamente o C para pará-la e chutar a bola com a força que você quer. Se você quiser jogar ela no canto, é só apertar um dos direcionais enquanto a barra sobe. Às vezes ela sobe mais rápido ou devagar, depende da influência do vento, da qualidade do jogador que chuta ou de fatores totalmente random que estão além da minha capacidade.



Eu tou atacando, e agora?

madden1.jpg


Agora calma, campeão. Antes de mais nada, aprenda uma coisa: a tela de táticas é sua amiga e você dependerá dela. Saiba inicialmente que as táticas azuis são as jogadas terrestres (particularmente boas para ganhar algumas jardas ou bem mais que isso) e as vermelhas são as aéreas (em que você utiliza o QB para lançar a bola para seus amiguinhos corredores). Sabendo disso, use sua boa intuição e tentativa-e-erro para funcionar e enjoy. Só não demore muito, pois cada down possui um tempo determinado e você não pode perder tanto tempo para escolher. O modo é intuitivo: vá seguindo as opções e apertando os botões indicados.



Eu quero correr, e agora?

Coloque a tal tática azul de sua preferência. Quando aparecer a linha de scrimmage com aquele monte de jogadores imensos e depois de ouvir o apito do juizão, aperte C e faça o snap. O botão A é responsável para você se jogar no campo e garantir as jardas (profundamente útil quando perto da região do touchdown). O botão B fica responsável pelos dribles. Não espere driblar todo mundo, pois é um comando que requer bastante treino. Apertando sucessivamente o botão C, o RB vai dar pequenas corridas, tomando mais velocidade, ao mesmo tempo em que ele tenta afastar os jogadores do time adversário que estão enchendo o saco dele. É essencial fazer isso quando achar um buraco na defesa adversária e se mandar logo daquele buraco.

Eu quero passar a bola, e agora?

QBBela escolha, você vai colocar o QB pra jogar. Pra começar, escolha uma tática vermelha de sua preferência e, como no método anterior, faça o snap usando o botão C de maneira suave. Se você segurar por muito mais tempo, você vai ver um lançamento rápido para lugar nenhum (o jogador C deveria estar lá...). Voltando... quando o QB tiver com a bola, automaticamente aparecerão imensas letras A, B e C na tela. Cada letra indica um jogador apto a receber a bola. Apertando o botão correspondente a letra, você faz o passe. madden2.jpgSimples? Nem tanto. Quanto a bola estiver chegando, tente posicionar o melhor possível o jogador e aperte C para o catch. Talvez os RB e os WR estarão bem marcados, dependendo da tática adversária. Um erro e a bola será interceptada pelo adversário, colocando tudo a perder. Se você demorar muito para fazer o passe, seu QB pode levar um sack ou, para os menos familiarizados, ser derrubado com a bola em mãos antes de lançar a bola, fazendo com que o time perca valiosas jardas. Se o passe for completo, basta utilizar as instruções no item acima.



Eu quero fazer um field goal/punt/qualquer coisa que não esteja acima, e agora?

É só escolher a opção Special Teams no canto inferior direito da tela tática. Você não é cego e escolherá a opção que mais te agrada. O método é o mesmo do kickoff inicial. Simples.

Eu tou defendendo, e agora?

Mantenha a mesma calma do ataque, mas agora comece a rezar. Se você for REALMENTE bom no Madden e já tiver experiência, você tem paciência para imaginar uma maneira eficiente de anular o ataque adversário... e olhe lá. Logo, trate de pegar uma tática que você vá com a cara e vá rezando para que o time adversário não complete os passes ou enfrente uma muralha humana na linha de scrimmage. O botão A tem uma função parecida do que tem no ataque: o jogador de lança na grama. Se você tiver uma boa mira, você pode parar um jogador assim. O botão B muda o jogador selecionado. É importante escolher bem um jogador logo antes do snap, pois essa é essa é a oportunidade de tentar bloquear um passe do QB adversário, parar aquele RB safado ou deixar alguém na cobertura lá atrás e bloquear a ação dos WR, que inevitavelmente atacarão com tudo. O botão C faz de tudo, mas sua importância principal está em tentar interceptar passes (tentar se posicionar bem antes da conclusão do passe é de suma importância) e segurar aquele corredor isolado do nada. Defender não é uma tarefa fácil no Madden, então você vai precisar de acostumar com a realidade dos touchdowns adversários se o outro jogador jogar minimamente bem.

Eu sou muito ruim, e agora?

Agora chora, n00b. (e treina, claro)

O post é imenso, mas para quem realmente tem algum interesse em jogar ou quer jogar algo diferente online, eis uma tentativa de explicação. Por incrível que pareça, Madden consegue viciar e partidas disputadas costumam animar muita gente por aí, apesar do preconceito que alguns tem que o futebol americano é um esporte violento. Para conseguir o ROM, basta buscar em qualquer site. Dê uma chance e aproveite.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Tempo e Nostalgia

26/09/2007

3ª aula. 9:20. Lauro Jr. explicando calmamente gravitação universal. E senti uma das maiores tristezas que um aluno (ou qualquer pessoa) pode ter.

"Na minha época (que ironia, 1984 como o famoso livro...), minha sala era bastante unida. 54 alunos. Achávamos que nunca iríamos nos separar. Mas nunca mais nos encontramos."

Caiu a ficha. Vez ou outra comentava que sentia medo do abandono. Nunca mais encontrar aqueles velhos amigos, como já perdi na época em que estudava no saudosíssimo Vinícius de Moraes (antigo colégio que estudei até a 3ª série, quando então fui para o Christus, em que estudo até hoje). Como já comentei vez ou outra com a Renna ou com a Jéssica (que no momento da declaração, encarou-me duas vezes e notei a profundidade daquela possibilidade tão dramática. Eu sempre digo para ela que uma das minhas maiores preocupações desse ano para mim é justamente isso). Sempre quis acreditar que nunca iríamos perder o contato de alguns anos. Infelizmente, não consigo imaginar 25 anos sem ver essas pessoas que tanto aprendi a admirar.

Os mais radicais irão dizer que a modernidade evitará esses problemas. Mero engano. Sei onde eles moram, tenho MSN, um contato no Orkut, mas no fim de tudo... isso é absolutamente nada. Uma vida assolada pelo trabalho, pela monotonia. Talvez eu lembre deles alguma hora, como uma vaga lembrança de meu saudosismo doentio. Terei novos, atuais amigos. Mas será que é isso que isso é suficiente para preencher o vácuo que essas pessoas que entraram na nossa vida já ocuparam?

Isso ocorre em qualquer lugar. Na escola, no trabalho, na Internet... veja só o exemplo atual. É natural que um dia eu vá perder contato com todos que postam nesse blog ou entram no canal de mIRC. E é certo que um dia eles farão falta, como todos os outros irão fazer. Talvez numa dessas coisas random de Internet, eu ache eles por aí. Se um dia eu viajar por aí e achar alguns deles. Apoka em Curitiba, Choir em Maceió, Kodaz em Brasília, auren em Sampa... eu nunca gostei de garantir nada, mas fica aquela reflexão: por que nos preocupamos tanto com esse fim que sabemos que chegará?

Eu gostaria de imaginar-me ao lado de amigos que fizeram a minha vida, tomando uma cervejinha no fim de semana, ou achar velhos amigos de mIRC que estarão lá, talvez não no mesmo local, mas sempre se encontrando sempre que possível, falando sobre música, curiosidades da vida, jogos. Soa infantil, mas mais do que isso... soa como esperança. Um dia acaba, tudo acaba. O que sobra é aproveitarmos enquanto podemos. Por isso continuo no mIRC até hoje, aproveito a vida de maneira não-tão-a-sério esse mundo-cão e nunca hesito em dizer para as pessoas que gosto que elas irão fazer falta se um eu nunca mais vê-las. E saber que apesar de daqui a alguns anos eu perderei o contato, mas a saudade e a lembrança ainda estarão frescos na memória.

Tempo e Nostalgia

Por bruN0.



26/09/2007

3ª aula. 9:20. Lauro Jr. explicando calmamente gravitação universal. E senti uma das maiores tristezas que um aluno (ou qualquer pessoa) pode ter.

"Na minha época (que ironia, 1984 como o famoso livro...), minha sala era bastante unida. 54 alunos. Achávamos que nunca iríamos nos separar. Mas nunca mais nos encontramos."

Caiu a ficha. Vez ou outra comentava que sentia medo do abandono. Nunca mais encontrar aqueles velhos amigos, como já perdi na época em que estudava no saudosíssimo Vinícius de Moraes (antigo colégio que estudei até a 3ª série, quando então fui para o Christus, em que estudo até hoje). Como já comentei vez ou outra com a Renna ou com a Jéssica (que no momento da declaração, encarou-me duas vezes e notei a profundidade daquela possibilidade tão dramática. Eu sempre digo para ela que uma das minhas maiores preocupações desse ano para mim é justamente isso). Sempre quis acreditar que nunca iríamos perder o contato de alguns anos. Infelizmente, não consigo imaginar 25 anos sem ver essas pessoas que tanto aprendi a admirar.

Os mais radicais irão dizer que a modernidade evitará esses problemas. Mero engano. Sei onde eles moram, tenho MSN, um contato no Orkut, mas no fim de tudo... isso é absolutamente nada. Uma vida assolada pelo trabalho, pela monotonia. Talvez eu lembre deles alguma hora, como uma vaga lembrança de meu saudosismo doentio. Terei novos, atuais amigos. Mas será que é isso que isso é suficiente para preencher o vácuo que essas pessoas que entraram na nossa vida já ocuparam?

Isso ocorre em qualquer lugar. Na escola, no trabalho, na Internet... veja só o exemplo atual. É natural que um dia eu vá perder contato com todos que postam nesse blog ou entram no canal de mIRC. E é certo que um dia eles farão falta, como todos os outros irão fazer. Talvez numa dessas coisas random de Internet, eu ache eles por aí. Se um dia eu viajar por aí e achar alguns deles. Apoka em Curitiba, Choir em Maceió, Kodaz em Brasília, auren em Sampa... eu nunca gostei de garantir nada, mas fica aquela reflexão: por que nos preocupamos tanto com esse fim que sabemos que chegará?

Eu gostaria de imaginar-me ao lado de amigos que fizeram a minha vida, tomando uma cervejinha no fim de semana, ou achar velhos amigos de mIRC que estarão lá, talvez não no mesmo local, mas sempre se encontrando sempre que possível, falando sobre música, curiosidades da vida, jogos. Soa infantil, mas mais do que isso... soa como esperança. Um dia acaba, tudo acaba. O que sobra é aproveitarmos enquanto podemos. Por isso continuo no mIRC até hoje, aproveito a vida de maneira não-tão-a-sério esse mundo-cão e nunca hesito em dizer para as pessoas que gosto que elas irão fazer falta se um eu nunca mais vê-las. E saber que apesar de daqui a alguns anos eu perderei o contato, mas a saudade e a lembrança ainda estarão frescos na memória.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

My IRC old times...

Bem, primeiro post construtivo (tá, não é para tanto...) do blog. Aproveitem e tentem lembrar sempre dos bons tempos de vocês nessa rede. Stay Schizo!


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Frequentar o IRC por alguns anos (mais ou menos 5, acho) causa algumas consequências que são marcantes em qualquer nerd que se conserve na Internet. Por exemplo, nunca vou esquecer da época em que vi aquele log proibidão da minha irmã conversando putarias com o irmão do namorado dela na época. Na época, era algo totalmente chocante para um pivete, como "e aí, tu gosta de fazer sexo com meu irmão?" "ah, até que é legal!". Boas épocas do Scøøp Script e canal #ceara na Brasnet (R.I.P.). Depois de ver aquilo tudo, resolvi entrar na festa.

Canais de colégio, de times de futebol... ou de RPG online. Tudo isso ficou para trás. O que realmente me fixou no mIRC foram as amizades formadas em canais de RPG Maker. Seja na #rpgmenace, na #castelorpg ou na #seedmakers, tudo rodava em torno daquele grupinho divertido do canal. Por curiosidade, um dos canais (o da Menace) morreu faz um tempo, o da Seed Makers não é dos mais animados, mas ainda assim continuo por essas bandas. Pra quê diabos eu gostaria de ficar conversando com um bucado de internautas viciados em Popomundo, RPGs online em geral e com vida um pouco mais ociosa e produtiva que uma lesma tomanho banho de sal?

Primeiramente, são seres que tem ao menos um gosto comum: tudo que é incomum. Músicas incomuns, jogos incomuns ou assuntos mais do que incomuns; tudo que esses vadios querem é passar o tempo, conversar sobre algo ou descobrir algo novo pela Internetz 2.0. Tudo bem, nada de mais para quem gosta de "Faces of the Death" (um dia eu ainda vou rir disso, aposto) e é absolutamente fascinado por "manager games". Mas sempre tem algo mais. Todos tem seus jeitos diferentes, oriundos dos seus locais de origem (poxa, nada mais engraçado que você entrar num canal gringo e falar brasileirismos aleatórios) e, o principal para se manter por um tempo como esse: vontade de fazer nada. Ah vai, quer dizer que se você tivesse algo de mais útil você estaria conversando com essa arruma de machos feios (sim, mulher é tratada como artigo de luxo no IRC) nesse momento? Nem a pau.

Descobriu uma nova banda tr00 fr0m h311? Um jogueto novinho que possa incluir o (grande?) povo do canal? Tá fazendo nada e quer discutir justamente sobre isso?! MSN o caralho, no IRC é tão mais fácil... e Orkut é meu ovo, esse messenger tr00 ainda faz muito bem seu trabalho, obrigado. E tenho dito.