domingo, 30 de agosto de 2009

Top 20 R.E.M. – parte 2

Por bruN0.



Nos últimos dias inventei de colocar toda a discografia do R.E.M. no meu podre MP3 player. Tudo, desde as tranqueiras mais velhas e discos que menos simpatizo até os clássicos óbvios. Eu já tinha feito essa lista antes disso, mas o fato de ouvir continuamente e perceber nuances diferentes de faixas que nem lembrava mais que existiam me impulsionou a finalmente dar continuidade ao post já velhinho do Marcelo. Espero que curtam a lista.

(não, não tem figuras bacanas, não tenho saco ainda pra isso)

Radio Free Europe

Primeirona do primeiro álbum full da banda, o aclamado "Murmur". Particularmente, sempre tive fixação com faixas "1” de álbuns debuts e o caso do R.E.M. não é diferente. Letra marcante, bom ritmo e sempre uma boa pedida. Infelizmente não é muito tocada ao vivo nas últimas turnês.

Harborcoat

Outra "faixa 1", dessa vez do álbum seguinte, o "Reckoning". Esse álbum que faz 25 anos em 2009 merece bastante relevância especialmente por muitas letras aparentemente nonsense. Harborcoat é absolutamente grudenta, tem uma letra que pode não ser muito profunda, mas é suficiente. Se não é genial, é sem dúvida divertida e boa pra relembrar algo do rock dos anos 80.

(Don't Go Back To) Rockville

Se Harborcoat peca mais na parte lírica, "...Rockville" mostra uma letra muito mais interessante. Uma das mais conhecidas do "Reckoning" por ter sido gravada no álbum ao vivo "R.E.M. Live" com Mills cantando (e ficou muito boa, por sinal). Dificilmente não dá pra cantar o refrão junto com Stipe e mostra que esse álbum tem um potencial ainda maior que o "Murmur" para grudar refrões. Uma música feliz e outro bom riff de Peter Buck.

These Days

Única que resolvi colocar do "Life's Rich Pageant". Aqui os backing vocals de Mike Mills melhoram ainda mais a situação. Pode chamar de "pop feliz" ou o que seja. É uma que mesmo sem saber porcaria nenhuma da letra, mostra um ritmo que cativa pela simplicidade, mas que preza pela qualidade. É uma aula de como fazer pop rock.

Finest Worksong

"Bloooow your hooorn...". Você vai cantar isso com Mike Mills, vou te garantir. Tá, você pode até não entender muito DE NOVO o que se passa na letra ou o que eles quiseram dizer com isso... mas instrumentalmente mostra uma banda muito mais madura. Prova que o "Document" para alguns é o melhor álbum até o sucesso de vendas "Out of Time". Vale acompanhar.

It's The End of World As We Know It (And I Feel Fine)

Quem conhece um pouco mais de R.E.M. sabe que essa música certamente estaria aqui. Perfeita para fechar concertos ao vivo, alucinadamente difícil de acompanhar cantando e uma das mais conhecidas da banda. Nela você encontra todos os elementos de sucesso da banda até aqui. Vocal e backing vocal inspirados, instrumental bastante competente, letras grudentas e de difícil compreensão e uma banda que soa cada vez melhor.

Get Up

Essa aqui é por um motivo pessoal e é pela letra. Quando vejo o primeiro verso "Sleep delays my life" seguido de infinitos "GET UP" que passeiam pela música direto, lembro do quanto sou preguiçoso e sonhador às vezes. Não, ela não é um primor e nem um clássico da banda, mas absurdamente é uma das que mais me identifico. E claro, a música é muito boa.

Orange Crush

Essa é séria candidata a letra mais grudenta da banda, apesar de soar bobinha. Ao vivo ela vem acompanhada invariavelmente de um Stipe com um megafone berrando no "solo" (ao menos na versão do "Perfect Square"). Não se engane, você vai acabar ouvindo ela várias e várias vezes. Representa o álbum em que está inserida, o interessante "Green".

Losing My Religion

"Ok bruN0, a música mais conhecida da banda?". O clipe passou em tudo que é buraco , é o carro-chefe do álbum mais vendido da banda (o já citado "Out of Time") e... tem seus méritos, ora mais! Talvez uma das melhores músicas pop de todos os tempos, seja pela letra profunda e até meio obscura, um riff absurdo e marcante e uma produção no nível ideal. Foi a música com a qual me interessei de verdade pela banda. Tem sua relevância...

Everybody Hurts

"Ok bruN0, a música mais TRISTE da banda?". Para muitos, a mais triste do mundo. Não é pra menos, o instrumental passa bem essa sensação e a letra é bem pra baixo mesmo, apesar de ela ser surpreendentemente otimista. Ao vivo ela tira lágrimas de seus olhos facilmente, seja pela interpretação ou por quase todos cantarem em uníssono boa parte. Libere seu coração casca-dura e... HOOOOLD OOONNN....

Ignoreland

A letra não é de fácil compreensão, mas vai empolgando cada vez mais até chegar num refrão que você pode praticamente gritar a plenos pulmões. É a minha favorita do "Automatic for the People" e é contagiante. Para mim, ela é relativamente underrated (apesar de ter sido tocada na última tour) e teria potencial para ser um clássico.

What's the Frequency, Kenneth?

Se Ignoreland só teria potencial, "...Kenneth" é um clássico consolidado. Um clipe simples e direto (e bastante popularizado na época pela MTV), um riff inicial que mostra uma faceta mais rock da banda e uma letra bastante curiosa, essa música abre de maneira ideal o talvez meu álbum favorito (o sujo e eclético "Monster"). Dificilmente ela não entra num top 10 da banda de qualquer pessoa.

I Took Your Name

Essa música faz parte do rol das que ficam inacreditavelmente melhores ao vivo. Mas mesmo a versão de estúdio sendo mais cadenciada comparada com a ao vivo, ela está aqui por méritos totalmente pessoais. A guitarra dela soando ao fundo me deixa hipnotizado e a voz mais aveludada do Stipe nessa faixa simplesmente grudam na minha cabeça.

Departure

Eu não sou tão fã assim do "New Adventures in Hi-Fi", mas ela é divertida demais pra ficar de fora. Departure lembra a banda na época do "Green", mas naturalmente soando mais moderna. Como várias outras desse top, não tente entender muito da letra. Simplesmente curta como músicas pop podem simplesmente soar bem. Departure é um excelente caso.

Parakeet

Essa foi a última que coloquei e a última que "descobri". Tenho que fazer justiça, depois de muitas sessões, vi que o "Up" é um excelente álbum de fato (apesar de ser depressivo demais pro meu gosto). E mesmo tendo músicas mais conhecidas e que tocam ao vivo, tem algo nela que soa bastante profundo pra mim. É, pra mim, a mais underrated da banda.

The Great Beyond

"This song is about Andy Kaufman". Michael Stipe resume facilmente essa música no álbum ao vivo "Perfect Square". Ela está na trilha sonora do filme "Man on the Moon" (também nome de uma faixa do R.E.M. e que também fala sobre o curioso artista). A letra é uma das bonitas feitas pela banda e, mesmo não tendo sido lançada em nenhum álbum oficial da banda, merece destaque.

Imitation of Life

Para mim, a melhor música DE FATO totalmente pop da banda (mais inclusive que Losing my Religion). Tem um clipe fantástico, um instrumental feliz... mas soa relativamente deslocada do restante do álbum, o curioso "Reveal". Não há muito o que falar, a faixa foi um sucesso de mídia e mostra por inteiro todo o talento da banda para fazer videoclipes.

Bad Day

Outra faixa com clipe de altíssima qualidade e outra que só foi lançada em uma coletânea em 2003. Essa música é curiosamente uma das mais antigas da banda, tanto que influenciou "It's the End...", mas pelo momento da política norte-americana, a banda resolveu lançá-la quase 20 anos depois. A letra (especificamente as "pontes" para o refrão) soa especial e o instrumental passa longe de ser datado. Ao vivo fica ainda melhor.

Living Well Is The Best Revenge

Uma das melhores faixas de abertura de disco de todos os tempos na minha opinião. Com o álbum mais rock da banda desde o "Monster", essa faixa é quase um tapa na cara. Stipe soando agressivo (!), a guitarra de Buck saindo fluidamente, o baixo e vozes de Mills marcantes e uma boa letra, essa música poderia se tornar essencial nas futuras turnês da banda. E ah, o título já diz tudo.

Man-Sized Wreath

Por pouco essa música não foi lançada no disco, mas a reação do público ao vivo quando eles a tocaram os fizeram mudar de ideia. Se você não entender a letra dessa faixa, é normal. Mas ela realmente tem um significado (se a memória não falha, ela descreve uma visita do então presidente George W. Bush ao memorial de Martin Luther King num dia específico aí). Seguindo a lógica do "Accelerate", a guitarra soa bem mais preponderante e o baixo mais perceptível. É meio inevitável não se remexer enquanto ouve.


The Sidewinder Sleeps Tonite

Pretty Persuasion
Supernatural Superserious
Pop Song 89
Animal

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Top 20 R.E.M. - Marcelo

Peter Buck, Michael Stipe, Mike Mills e Bill Berry
Iniciando uma nova categoria aqui no Stay Schizo, faço o primeiro post do nosso top musical. Consiste em escolhermos uma banda e fazer uma seleção de suas melhores músicas/as que gostamos mais. Falei no plural mas o correto seria falar no singular, pois cada lista é individual, para expressar a opinião pessoal de cada um

A primeira escolha foi o R.E.M., banda um tanto aclamada em nosso recinto, mas deixo isso para cada um comentar. Algumas bandas talvez não sejam tão versáteis a ter um Top20, sendo melhor talvez um Top10, mas a priori fica assim.

Definitivamente, não foi uma tarefa fácil escolher apenas 20 músicas para comporem essa lista. Foi muito difícil deixar algumas (muitas!) de fora, sendo facilmente merecedoras de estar em um top como esse. Mas bem... no fundo isso não é algo a se reclamar. Nem de longe! Não existem muitas bandas assim, muito menos que estão bem ativas ainda nos dias de hoje (escolher apenas duas músicas do último álbum foi difícil!), e que eu creio ainda criará músicas dignas de estarem em um top como esse. Conheci o R.E.M. há pouco mais de um ano, começando a ouvir a banda que tinha lançado um CD uns tempos atrás e que uns amigos falavam. Algo me disse que eu deveria ouvir mais... e acabei apaixonando. Em quase 30 anos de carreira, os caras praticamente não tem álbuns fracos (ok, alguns podem discordar). Existem poucas bandas assim, e eu acho que chegarei uma hora onde não vou encontrar mais nenhuma dessas bandas que me agradam tanto. Ou será que existem muitas assim aí escondidas ainda? Mistérios, mistérios.

Eu gostaria de pôr as músicas embedadas aqui, porém o Wordpress é fresco e não permite Flash; portanto, linkei as músicas no Grooveshark para serem ouvidas.

Segue minha lista. Já foi difícil escolher essas 20 músicas aqui, ordená-las seria uma tarefa quase impossível. Portanto, as apresento em ordem aleatória.

Man On The Moon
Yeah, yeah, yeah, yeah... Não sei se o Andy tá tirando sarro do Elvis, mas certamente ele ganharia mais ouvindo essa música. Que música, que música.

Drive
Música lenta, sem refrão, quase acústica. Não é o que se espera de uma faixa 1 de um álbum. Porém Drive, onde quer que se encontrasse, seria sempre notada pela sua beleza, a melodia, o ritmo e a repetição que chegam a agoniar, mas sem perder a magnitude. Grande música, de fato.

Cuyahoga
Introdução no baixo de Mike Mills... e daí pra frente só melhora, atingindo o ápice no refrão. Mais uma obra-prima da banda.

Ignoreland
Não tem como ficar neutro em relação a essa música. O timbre da voz do Stipe, a agressividade da música em certas partes, seu título mesmo, fazem você perceber que algo está errado.


Supernatural Superserious
Essa tem um significado um pouco maior para mim, pois foi a partir do álbum Accelerate e dessa música que comecei a conhecer o R.E.M. Supernatural Superserious definitivamente não é uma música comum. Eu consigo ouvi-la todos dias, a qualquer momento, mais de uma vez por dia, até seguidamente. É daquelas músicas que eu ouço e penso, 'como que o mundo pôde existir até hoje sem isso?'.

At My Most Beautiful
Uma frase do próprio Michael Stipe resume bem para mim o que falar dessa música: "[...] I wrote the line, 'I found a way to make you smile', and I just thought, that's the most beautiful thing in the world." ["Eu escrevi o verso 'eu encontrei um jeito de fazer você sorrir', e eu pensei, essa é a coisa mais bonita do mundo."]

Losing My Religion
Clássico, clichê, cansou-de-tocar. Podem falar qualquer coisa, mas não tem como deixar a música mais famosa da banda fora dessa lista. Mas não é a mais famosa a toa. Não tem o que falar. Até porque clássicos como este são assim: são algo além do explicável e compreensível. É só ouvir e viajar.

Everybody Hurts
Aiai... :~

Exhuming McCarthy
*tic tic tic tic* Depois do barulho da máquina de escrever, começa mais uma pequena maravilha. Cara, não tem como alguém não gostar disso. Música animada e divertida, com suas brecadas de ritmo para o sinal dos tempos (com uma guitarra bem legal ao fundo), e de volta pra mais animação.

Departure
Ouço isso e parece que foi feito pra eu gostar. Riff alto, refrão grudento e tudo o mais. Por tudo o mais entenda que eu não sei descrever, mas enfim, música deveras divertida e que pra mim deveria ser muito mais tocada nos shows da banda, sem dúvida.

So. Central Rain
Música que me lembra imediatamente do Stipe cabeludo. Certamente não é o maior crédito dessa pequena maravilha. É daquelas músicas que você tem vontade de pôr pra falar em seu lugar. Eu acho que não resistiria se alguém me pedisse desculpas usando seu refrão.

The Wake-Up Bomb
Desde que ouvi pela primeira vez Stipe cantando 'I look good in a glasspack', as mudanças de ritmo e ainda gritar com vontade 'oh, the wake-up bomb' eu já tinha percebido que encontrara outra música que não cansaria de ouvir. Se eu escolhesse uma música para ver mais nos setlists da banda definitivamente seria essa.

Imitation Of Life
Talvez o maior sucesso e a música com mais status de clássico pós-Losing My Religion. Melodia grudenta, porém simples e bela, e o refrão forte. E partes mais calmas, para fechar os olhos e curtir. Assim como a supracitada, não há muito o que falar. Só ouvir. Destaque também para o clipe.

Disturbance At The Heron House
Acho que essa música se assemelha à Exhuming McCarthy, no que diz respeito ao porquê de eu gostar dela (e mais do que de outras). É simples, legal de se ouvir e cantar.

Pop Song 89
Acho que me identifico com essa música, porque na letra é alguém que não sabe muito bem o que falar, então fica falando do tempo ou do governo. Eu nem isso sei falar, enfim :/. Pop Song 89 (octagésima nona música gravada pela banda, e lançada em 1988) é uma das músicas mais alegres e divertidas do R.E.M. A melodia dela simplesmente dá vontade de sair pulando e remexendo pros lados. Não que seja uma coisa boa de ser imaginar eu fazendo, mas enfim.

It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)
Se um dia eu conhecer alguém que diz que sabe cantar muito vou mandar o cidadão cantar isso. É um teste de fôlego, quase como colocar a cabeça na água e prender a respiração. Stipe de fato é um cara bom. Como diz o próprio, a letra foi feita de jeito que ele cantasse sempre sorrindo. Música animada e clássica, e pra mim sempre a melhor opção pra fechar os shows em grande estilo (não que Man On The Moon não seja grande estilo, claro, mas particularmente prefiro essa para terminar).

Bad Day
Música "recente", Bad Day na verdade ela de certa forma existe desde os primórdios da banda mas só veio a ser gravada para a coletânea In Time, de 2003, e é presença constante nos shows da banda desde então. Com razão: dá pra dizer que demoraram pra gravar, pois Bad Day é uma das músicas mais divertidas do R.E.M. Cantarolante, ritmo contagiante e sem falar do clipe muito legal.

The Great Beyond
Música composta para o belo filme O Mundo de Andy (Man On The Moon, 1999), eu não entendo como o R.E.M. fez músicas bonitinhas sobre o Andy Kaufman, porque pelo que vi no filme ele não era um cara lá muito íngreme e de se refletir ouvindo músicas assim, apesar de genial. Mas de qualquer jeito, inspirou o R.E.M. a fazer mais uma pérola.

Leave
Mais long música do R.E.M., com seus mais de sete minutos, Leave é também uma grande música no sentido figurado. É daquelas que não cansam de ouvir. Mesmo com um sintetizador ao fundo quase que durante toda a sua duração. É uma pena que não tenha sido tão aproveitada ao vivo, só sendo tocada em 2005, quase 10 anos após o lançamento de New Adventures in Hi-Fi. Ficou interessante também ao vivo, sem o sintetizador ao fundo, ficando com uma roupagem diferente.

Accelerate
Poucas bandas depois de mais de 20 de carreira lançam um álbum tão bom como o Accelerate; portanto eu não conseguiria incluir apenas uma faixa dele nessa lista. Eu adoro o clima dessa música. Ela é rápida e nervosa, o timbre das guitarras é diferente do que costumo ouvir, o refrão tem palavras não tão comuns e adoro as linhas vocais em geral. Mais uma música para ser ouvida e reouvida.

Menções honrosas (me forcei a parar em apenas 5):

These Days
I Took Your Name
Star 69
The Ascent Of Man
Living Well Is The Best Revenge

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PAPAPA *eee* FUTBOL BRASILEÑO 96

Veja, jogos é um dos poucos assuntos que eu consigo escrever. Pelo menos no meu atual estado, onde faz anos que não abro o bloco de notas para simplesmente dissertar sobre algo. Mesmo sobre jogos sou bem limitado, já que por diversos fatos, hardware e consolemente falando, não conheço lá muitos. Então não vou exigir muito de mim mesmo no momento e dissertar sobre algo simples porém fascinante: um dos hacks mais famosos e que fizeram a infância de muita gente. Nada de Winning Elevens e PES da vida, cheio de coisas complicadas e narrações do Galvão Bueno. Se trata de Futebol Brasileiro 96, para Super Nintendo.

Bebeto, Romário, Túlio, Paulo Nunes e Renato Gaúcho na grandiosa abertura
Também conhecido como Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98 (versão que eu possuia nos meus tempos de Super Nintendo), ou como diz o narrador, Futebol Brasileño Novienta y Sieis. Se trata (digo, trata-se, mas de língua portuguesa pretendo falar outra hora) de um hack de International Superstar Soccer da Konami, que se espalhou pelo Brasil não-sei-como, mas é algo que tenho curiosidade de descobrir. Afinal como e quem em meados dos anos 90 já conseguia adulterar jogos, ainda mais numa 'mídia' mais inacessível que é o cartucho? Talvez eu seja ingênuo e essas coisas sejam simples de fazer e faz tempo. Eu poderia pesquisar na internerd e talvez descobrir como foi que aconteceu, mas prefiro continuar com isso vagando pela minha imaginação. Digamos que é o uma tentativa de não estragar a magia da coisa. Apesar que eu sei que uma hora vou acabar procurando mesmo. Enfim.

O negócio é que FB96 é um clássico. É infinitamente superior a sua versão original, não há nem comparação. Marcou a mente de muitas pessoas. E por quê? Oras, por nada mais nada menos que sua brilhante narração. Há outros fatores que marcaram o jogo, como seus bugs (gol de meio campo, placares que do nada ficam gigantes, etc), os times (incluindo meu estimado Paraná Clube no tempo em que ainda ganhava alguma coisa) e suas escalações com reservas errados e, claro, a enorme diversão proporcionada. Sim, jogar Futebol Brasileiro 96 é deveras mais divertido que International Superstar Soccer. Nenhum grito de 'Foul!' supera um enérgico e potente 'FARTA!'. É muito mais empolgante, mais desafiante e cativante para o jogador ouvir as belas frases em um idioma que se assemelha a uma espécie de portunhol.

Como ganhar uma partida
Adorava esse uniforme reserva do Paraná. Era o mesmo para todos os times, aliás
Apesar de eu torcer para o falecido Paraná, meu time favorito no jogo é o Fluminense. Não que eu ligue para o de verdade ou qualquer coisa assim. Oras, tem o Renato Gaúcho no jogo. O cara tem todos os status no máximo, então é excelente pra jogar. Com esses status ele tem uma maior facilidade em fazer gols de FORTEBOMBA, o que é uma arte dominada por poucos jogadores.

Maior goleador do Paraná, Saulo faz mais um
Por exemplo, isso me leva a outro assunto. Perceba que falei 'fazer gol de FORTEBOMBA'. O que importa é que o gol é de FORTEBOMBA, não de onde a bola foi chutada. Assim como a parte mais legal de fazer um gol de bicicleta é ouvir o eterno 'A BOMBAAAAA'. E você fazer um pênalti no adversário não é de todo mal, pois pelo menos se divertirá ouvindo 'OE É PÊNALTI' e geralmente em seguida um 'CARTÃO VERMELLO, ECSPULSAL'.

Como era divertido ficar dando carrinho no goleiro pra ser expulso
É fato que cada pessoa possui sua própria interpretação das falas do famoso narrador; não é meu objetivo impor o que ele realmente fala. Até porque seria o mesmo que eu comentei acima sobre estragar a magia. E assim que tem que ser. Viva o eterno narrador do FB :D
Você acha o jogo em qualquer canto aí, só googlar.

Bônus:
Todos as vozes em .wav

Uma partida do jogo:

(ok, na verdade esse vídeo não tem nem narração, mas coloquei porque tem uma música do Bon Jovi :D~ Dirty Little Secret)

Com narração:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Furúnculos y otras cositas más

Por bruN0.



Sei que o título é infame o suficiente para você não ler o restante do texto, mas acredite... é por um motivo de saúde pessoal! E sua própria segurança, posso te garantir.

Desde quando eu era um pivete remelento (hoje só não sou mais pivete), eu sofro de um mal que muitos dos leitores já devem ter passado dias ou quiçá semanas. FURÚNCULOS. Eu particularmente chamo de "tumores" por causa da minha querida mãezinha, que provavelmente não gosta muito dessa palavra que tem uma sílaba tão infame e lembre algo tão orriveu. Mas enfim... conheça um furúnculo!

furúnculo!

Achou um nojinho, cheio de sangue e pus? Já conhecia? Ok, não parece ser muito convidativo... mas imagina vários deles pelo corpo! Sim, o nome que se dá a esse processo é a furunculose, que é quando a bactéria causadora (geralmente a maldita Staphylococcus aureus) cai no sistema sanguíneo e resolve brincar de SimCity na sua superfície corporal. Antes que você corra pra Wikipedia e economize tempo lendo informações úteis a respeito, vamos a parte interessante do texto.

Pelo que vocês viram, um furúnculo é o suficiente para causa dores de cabeça o suficiente por um tempo. E claro... DÓI PRA CARALHO! Agora imagine isso num lugar bastante desconfortável. Sim leitor, esse que vos escreve está atualmente com um furúnculo na nádega direita! Ao ponto de qualquer movimento (sentar-se, levantar-se, deitar-se...) que exija um contato mais direto com a área nadegal seja feita com uma dor digna de querer se jogar num metrô em movimento (desculpa Narugami, mas não poderia perder a chance).

E se você já teve furúnculos, leitor, a chance de que um deles tenha sido no seu higiênico traseiro é bem razoável. Além da alta transpiração e de provavelmente ser uma região bem pelúcida, se você vive num buraco quente como Fortaleza, a temperatura da região glútea enquanto você está sentado nerdando pela Internerd é digna de Guiné-Bissau em plena 13:00.

Mas tudo isso tem cura! Na verdade, os nossos amiguinhos furúnculos aparecem e se vão como o vento. Na maior parte dos casos, a cura aparece naturalmente e a vítima dessa praga não precisa fazer muita coisa a não ser gemer de dor nos próximos dias. Pomadas são úteis (como a famosa Furacin) e antibióticos mais ainda (mas devidamente indicados por profissionais hein?), mas o melhor a se fazer é ter paciência, esperar o troço literalmente explodir e fazer uma festa de nojinho drenando o local. Que beleza!

Mas se você é tr00 black metaller from hell, você tem outra alternativa... os instrumentos são uma faca de cozinha, um fósforo aceso e MUITA coragem. Aliás, coragem não... loucura mesmo! O resto é por sua própria conta em risco, sabichão.

E você leitor que me pergunta porque raios resolvi escrever sobre assunto tão esdrúxulo... bem, se um dia você tiver algo explodindo na sua pele e não souber o que fazer, pelo menos você saberá que não é o único e que ter um furúnculo no rabo é SEMPRE pior.

Link útil!

Queridos suicidas,

Suicidas, não qualquer um, mas aqueles que pretendem se jogar ou os felizardos que já se jogaram na linha do metrô ou na linha de trem, ganham uma posição no topo de uma lista de raças desgraçadas que vivem na mesma sociedade que as pessoas normais, onde suas funções são a de atrapalhar a vida do coletivo, para exemplificar, os motoboys.

Já considero suicida uma desgraça por si só, não são capazes de manter um mínimo de decência na vida e acabam virando emos depressivos e assumem a função de reclamar que a vida é uma bosta, que nada vai mudar e que ninguém os ama. Nem pensam em tentar mudar a vida pra algo melhor, somente se lamentam cada vez mais até um ponto onde simplesmente desistem dessa vida sofrida (somente pra eles, pro resto da sociedade é um mar de rosas). Entendo que existam diversos motivos para uma pessoa chegar ao nível de querer se suicidar, a vida amorosa está uma droga, uso exagerado de drogas, a sociedade exigindo muito da pessoa, insanidade, emisses em geral, medicamentos tarja preta e qualquer outro motivo bizarro que possa levar um ser a tirar a própria vida. Já observei de perto o drama de uma família onde uma pessoa querida e importante se suicidou, por causa de remédios, não é fácil para a família nem para amigos.

Existe diversas formas de cometer suicídio, cordas, venenos, pular de prédios, se jogar na frente de carros em alta velocidade, dar uma facada na barriga, muitas formas, mas somente uma é condenável, quando a pessoa se joga na linha do metrô. Não basta a pessoa desejar tirar a própria vida, como também atrapalha a cidade inteira, o metrô ou o trem é utilizado por milhões de pessoas e cada trecho da linha precisa estar em perfeitas condições para que nada pare a linha e a cidade.  Uma falha ou outra na linha acontece, já que é algo complicado de manter em perfeito funcionamento 24/7, mas são todas “fáceis” de resolver e nem por isso a cidade inteira para.

Quando um lesado suicida se joga na linha, a estação inteira fica caótica, todo mundo correndo tentando fugir de alguma coisa, como se fossem culpados pela morte do infeliz, que está espalhado por boa parte da linha. É uma correria desgraçada e os sortudos que estão presentes na hora do ato, com certeza não ficam felizes com a cena e é bem capaz que alguns se traumatizem com a imagem de uma pessoa comum entrando na frente do metrô ou do trem, assim tão perto delas. Caótico, e isso só no primeiro momento, a linha inteira fica parada para os funcionários poderem retirar restos e limpar algumas manchas vermelhas, quem já estava dentro de um vagão, com pressa pra chegar a algum lugar, é obrigado a ficar parado por minutos e se bobear horas, por experiência própria sei o quanto é ruim ficar parado na mesma estação por uma hora, alguns podem dar a sorte e ficarem no vagão de algum metrô que está parado no túnel. Esse tipo de transporte público é usado por todos, desde crianças a senhores de idades, imagine uma criança pequena e as chances da cena traumatizar o pobre coitado, levando em conta que algumas crianças achariam a coisa mais legal do mundo uma pessoa ter entrado na frente do metrô ou do trem e sumido!

Tento imaginar o que se passa pela cabeça dos suicidas, talvez “vou morrer mesmo então vou atrapalhar a vida de milhões de pessoas!”, existem tantas maneiras de se suicidar e mais “seguras”, como as que eu citei no terceiro parágrafo, o que leva uma pessoa a saltar na linha? Claro, é rápido e fácil, mas sempre vai ter alguém que vai tentar segurar e existem guardas que vão fazer questão de botar o cara pra fora da estação depois, existe também a possibilidade de se usar uma corda, o que é mais demorado, só que se a pessoa consegue achar um lugar calmo, é morte na certa, agora se intenção é chamar a atenção, basta se jogar de um prédio, isso sempre aparece na TV e vale lembrar que nunca vi na TV matérias sobre pessoas que se jogaram da linha, somente uma vez eu vi uma tentativa que foi frustrada, ou seja, o infeliz não conseguiu nem se matar.

Não vou me aprofundar muito nisso, mas fica aqui minha recomendação, se você que está lendo esse texto estiver pensando em se suicidar, faça isso, do fundo do meu coração, faça isso. Mas tente ficar longe das linhas do metrô ou das linhas do trem ou de outros lugares onde a sua morte vai causar atraso para as outras pessoas, existem tantas formas, tente todas se possível até achar a que mais se adequada a você.

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Ah sim, esse é meu primeiro post aqui, fica o oi.

Narugami.

sábado, 30 de maio de 2009

Schizocast 2 - Fou (Diogo Ribeiro)

Por bruN0.



Não, não! O Schizocast não é mais um projeto descontinuado! A prova disso é que 1 mês e meio depois, o blog Stay Schizo lança a segunda edição do famigerado podcast. Dessa vez com a ajuda dos convidados especiais Apoka (vulgo Diretor Malvado), Lazz, Morbak (devidamente batizado na última entrevista) e Kletian (como o marmanjo apaixonado), Lake e bruN0 sabatinaram um dos ícones alternativos e usuário gaúcho mais conhecido do canal.

Histórias a respeito de seus gostos peculiares, a vida como peão de carga universitário em ciências da computação, sua relação com Macs e o indefectível BATE BOLA, JOGO RÁPIDO são por conta da casa. Entre aí, pegue uma bebida e ria um pouco das desgraças nerds do dia a dia! E como sempre, poste seu comentário. Fale mal do microfone, das cortadas, da duração ou de loucuras da edição, o espaço é seu. E esperamos voltar (de preferência o quanto antes) para mais momentos esquizofrenicamente hilários. Rumo ao #3!

Schizocast 2 - Fou

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Schizocast 1 – Morbak (Rafael)

Por bruN0.


É com orgulho que apresento o mais novo projeto (des)interessante do blog Stay Schizo no intuito de receber mais visitas e postagens igualmente úteis para o progresso desse sítio arqueológico internérdico. O Schizocast nada mais é que o podcast oficial do blog, cujo interesse é ver os pontos de vista musicais, culturais, gamísticos (?), esquizofrênicos... enfim, nerds em geral. Com doses de humor, aleatoriedade e nostalgia, entrevistamos alguns símbolos da #schizo.

Como cobaia e entrevista experimental, entrevistamos Morbak, também conhecido Rafael Barç... opa, nome censurado! Comparado com outros usuários, ele é relativamente novo no canal, então como "batismo de fogo", utilizamos o arqueiro lvl. 1 de 20 anos de idade como a primeira versão desse projeto da Internerd 2.0. Como entrevistadores, temos bruN0 (cara do sotaque cearense e vozinha fina) e Lake (cara da voz imponente e simpática). Vozes aleatórias e risadas ao fundo: Lazz (risadas femininas) e Apoka (voz tenebrosa do diretor). Eventualmente aceitamos críticas e sugestões para próximas entrevistas. Faça o Schizocast melhor, comente e fale mal do diretor malvado!

E que venham muitos Schizocasts!

Schizocast 1 - Morbak