sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Os grandes senhores do tempo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Tristeza que se transforma em coragem.
Me chamem de melodramático, mas vou falar de coisas amorosas nesse post (q lindo). Essas coisas que fazem você virar do avesso até dar uma dor.
Alguns da schizo tão passando por essas coisas de uma forma ou outra, seja com paixões não correspondidas, seja com coraçõezinhos de cristal partidos, seja com sofrimento elevado ao infinito (meu caso). E isso é EXTREMAMENTE cansativo/triste. E quando chega aqueles dias que basta você ver alguma besteirinha que passa o dia praticamente em depressão é que a coisa aperta mesmo.
Como eu gosto de falar das coisas usando a mim mesmo como exemplo, vamo lá. 2011 veio e tá indo embora, e eu só corri atrás de uma guria. Eu não me arrependo de ter feito isso (e de continuar fazendo), mas vamos aos fatos:
1 – Passei o ano inteiro praticamente me torturando;
2 – Acho que já tive alguma oportunidade de mudar as coisas, mas não percebi/não tive coragem de fazer nada
Então. Me perguntam “mas pq tu ainda continua fazendo isso?” E minha resposta: por que eu literalmente não sei mais fazer outra coisa. Já passei tanto tempo nisso que agora é tarde pra voltar atrás.
Chega uma hora que você pensa “já deu, bola pra frente”, mas quando você pensa de novo, simplesmente não consegue. Aquilo já se tornou tão parte da sua vida que não dá pra simplesmente dizer “bola pra frente”, porque no final das contas tu só consegue chutar pros lados, sem coragem de chutar pra frente.
Isso é extremamente frustrante e torturante (isso eu posso dizer com certeza), mas se você estiver disposto a correr o risco, no final pode ter a melhor surpresa do universo. Não, não dá pra saber o que vai acontecer (como eu já disse naquele meu post sobre decepções), mas nesse caso, levando pra esse contexto, o que pode acontecer é: ou vira amizade e ponto final (ou na pior das hipóteses, nem isso mais), ou tu vai dar um chute na bunda do sofrimento e mandar ele ir pra pqp. Mas de uma maneira ou outra, você vai parar de ficar se torturando (quantas vezes já usei essa palavra nesse post?), e seja pra melhor ou pior, vai dar pra seguir em frente, enfim. O sofrimento vai embora e é isso que importa pra cada um.
Eu já cansei disso, e passei a semana inteira pensando num jeito de fazer dar certo.
Sabe aquelas cenas dos filmes de Hollywood que o cara chega pra mulher naquelas ocasiões bem singulares, abre o jogo, e se dá bem?
Antes de 2011 acabar, eu vou fazer isso.
Torçam por mim.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Memetizando.
Lembro quando andava pelo quatro folhas e eventualmente aparecia uma tirinha com um rosto péssimamente desenhado e com uma expressão de fúria em uma situação específica, era feio, era idiota e era engraçado. Não era algo encontrado facilmente, era de lá, feito pra lá. Com o tempo conheci o tumblr e a quantidade desses rostos com expressões diferenciadas em situações diferenciadas e engraçadas, os aclamados memes, (ou “tumblr faces” para alguns) era/é absurda, e sempre me divirto horrores com elas.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Sinceramente.
Começando pela família, eu diria que existe em algum lugar um mandamento que muitas famílias seguem, o eterno “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço.”, esse é um ato hipócrita que sempre desprezei. Minha família está incluída nisso, um grande ninho de cobras que pra mim foi uma parte importante pra formar quem sou hoje: alguém que já foi chamado de falso muito e muitas vezes. Pra fugir desse caos todo chamado família, os amigos são muito importantes, pro bem e pro mal.
Pessoas da mesma idade, que pensam da mesma forma, sofrem do mesmo mal (geralmente)... Um lugar perfeito para qualquer que esteja procurando uma fuga lícita dos problemas que todo mundo tem. Eles são interessantes, vão passar a mão ou dar o “tapa na cara” quando for preciso sem temer machucar o amiguinhorsrsrs, a schizo é boa nessa parte e sou muito grato a todos que fazem parte S2.
Agora voltando aos amigos do “mundo real”, vão existir pessoas sinceras, falsas, odiadoras do mundo, aquelas que amam tudo e todos e aquelas que só desejam ouro, muito ouro. No final eles mais passam a mão na cabeça do que outra coisa, isso é particularmente irritante, principalmente quando chega uma hora onde se passa mais tempo pensando no que vai ser dito pro outro sem machucá-lo ou em eufemismos (leia-se mentiras) que no final complicam mais ainda a situação.
Mas o mundo não é tão injusto assim, às vezes dessas amizades saem grandes histórias de amor escrito em livros veludados e emoldurado em mais ouro, e esse livro vai ser a válvula de escape dos amigos, que outrora foram a fuga da família. Essa parte da vida é muito boa, temos alguém que se importa com a gente, que nos deseja e que só quer nosso bem, e isso é tão bonito, mas tão bonito, que parece um conto de fadas que só está faltando o príncipe encantado e adivinhe: Não é você! É alguém com um cavalo mais bonito que o seu, ou com mais ouro, ou com um palácio maior e melhor localizado.
Quando o conto de fadas acaba vem junto a mais pura e amável depressão, evitar ela é como tentar não sair de casa, uma hora vai acontecer você querendo ou não e quando acontecer você não vai gostar (péssima analogia, eu sei). Ela, apesar de dolorosa e mimimis eternos é útil, como disse no outro texto, para formar o próprio ser da pessoa, guiar ela pra verdade universal e mais mimimi, além da fase de adoração onde todos voltam à atenção para você querendo seu bem (ou que você pare de ser chato). E no final quem vai te salvar disso? Ou sua família adorada ou seus amigos adorados.
Saímos de um ninho de cobras e caímos em outro, a hipocrisia e a falsidade é uma realidade tão - pasmem - real que nos assustamos toda vez que alguém tira sua máscara mostrando quem realmente é. Aqueles que dizem nos amar ou que nos chamam de amigos serão sempre os que vão causar a maior decepção, pois são as únicas pessoas em quem você aprendeu a confiar de forma sincera.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Deprimente.
Todo dia confrontamos o mundo além das nossas camas, enfrentando problemas atrás de problemas. Não sabemos o que comer, não sabemos o que beber, não sabemos o que fazer pro trabalho, não sabemos o que fazer mais tarde, não sabemos o que fazer das nossas vidas.
Uma vida com causos e situações estressantes são importantes para a evolução de cada ser que habita essa Terra, obrigando com que andemos cinco passos para trás pra então dar dez passos a nossa frente. Na teoria é muito bonito “sofrer para crescer”, enquanto na prática é doloroso e muitas vezes nos falta forças para dar os dez passos para fora do limbo.
Na minha mente o limbo é um enorme buraco no centro de uma grande planíce onde todas as pessoas se situam, a cada segundo elas se afastam ou se aproximam dele ou, infelizmente, caem sem esperança de voltar a ver o lugar onde outrora era colorido. Sair dele sozinho é uma tarefa árdua e requer uma força de vontade anormal, tão anormal que não se vê mais hoje em dia. Por um outro lado, sempre irão existir as pessoas que estenderão as mãos para puxar aquele amontoado de gente que desistiu de lutar, afinal, vencer é algo distante demais para alguns. Os que nunca caíram observam os outros com desdém, os que retornaram para a superfície se acham capazes de ajudar os outros quando mal conseguem sustentar os próprios pensamentos, os que afundam vão alternar entre inveja e raiva daqueles que vivem de forma tão sorridente.
As pessoas são deprimentes, sempre dançando conforme a música, aqueles que fogem disso serão mal vistos ou chatos e, todo mundo, inclusive os “chatos”, serão apenas uma parte de uma dança que já deveria ter acabado faz tempo. E ninguém tem a força ou a coragem de mudar isso.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Um novo dia.
Muitas pessoas acordam pela manhã e se vêem diante de mais um longo e cansativo dia, essas pessoas se arrumarão e pararão na cozinha para fazer um rápido café da manhã ou, as vezes, nem pra isso terão tempo.
As incertezas existem na cabeça de todos o tempo todo, mas elas só entrarão em prática no momento em que cada pessoa atravessar a porta da sua casa e seguir em direção ao seu destino ( trabalho, escola, ambos, visistar alguém, etc). Os milhares de “E SE?” ganham mais uma vez a oportunidade de atuar na mente das pessoas e cada uma vai avaliar os riscos X benefícios para então afirmar “Ok, vou fazer isso”, infelizmente os “e se?” da nossa vida definem muito mais que um simples caminho ou uma resposta para alguma pessoa querida, eles estão vinculados com ambições, desejos e sonhos (o que para alguns esses três podem ser uma única coisa, talvez seja) que um indivíduo pode ter.
Nessa horas todos nossos desejos (resumirei aqueles três termos nesse) que aparentavam ser imponentes e infalíveis são colocados à prova de fogo e suas fragilidades são expostas, de formas que ninguém pode prever. Uma sucessão de escolhas certas significa uma sucessão de vitórias, e isso é o bastantes para impor a ideia de “Venci!” até nos mais pessimistas e, infelizmente, uma única falha é o bastante para que até os mais otimistas assumam sua derrota.
O que estou escrevendo aqui pode ser uma mera ampliação do post “Infinitas possibilidades” que eu fiz a algum tempo atrás, mas dessa vez eu acrescento mais que palavras aqui. No post anterior eu mostrava que cada escolha feita era capaz de criar todo um universo novo de possibilidades, e nesse eu mostro que cada escolha feita é capaz de alterar não o universo que vivemos, mas um único indivíduo que, de uma forma ou outra, vai ser mais um componente de um gigante quebra-cabeças que todos tentam montar.
Aquela mesma pessoa que saiu de casa pela manhã não vai mais confrontar suas possíveis decisões, mas seu próprio inconsciente, seu instinto e um universo que existe apenas dentro de sua cabeça, e esse pode ser pacífico ou caótico (posso afirmar que quase sempre será caótico). Essa única peça do gigante quebra-cabeça vai definir se ele será ou não montado, afinal, precisamos de todas as peças, e é nesse momento que nós percebemos o quão perdidos todos nós estamos.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Letter Never Sent
Essa é a sensação que tive quando soube que o R.E.M. terminou suas atividades depois de mais de 30 anos com músicas que trouxeram sentimentos diversos. O fato do sr. Stipe estar no nosso antigo banner do blog e algumas postagens relacionadas a banda estarem até hoje nos nossos arquivos não é por qualquer motivo. Não foi somente para mim que a banda foi especial, mas sim para brunos, marcelos, michaels, isabelas, jullians, felipes e quantos mais. Isso poderia ser dito sobre qualquer outra banda, mas ao mesmo tempo não poderia. Não poderia porque é a banda que gostamos. E aprendemos a valorizar, independente do estilo musical que temos como favorito.
Eu poderia buscar palavras melhores para descrever momentos assim. Não é a morte de um ente querido, não é como receber uma grande ofensa. É ter aquela sensação de que do mesmo jeito que um dia ouvimos uma música de uma banda e achamos legal e simplesmente vamos atrás de buscar mais (lembro até hoje quando fiquei fascinado vendo o clipe de Imitation of Life na antiga TV União e o quanto gostei de ouvir a primeira vez Losing My Religion acústica pouco tempo depois), mas do nada isso pode acabar, como um dia qualquer. Mas ao mesmo tempo que é um dia "qualquer", é o dia que sempre é mais relevante em qualquer coisa em que colocamos valor: o dia do fim. E isso dói. Hurts.
As músicas vão estar aí para qualquer um ouvir, os clipes fantásticos estarão para qualquer um ver. Mas o Stipe cantando junto com aquele antigo nerdão-hoje-descolado Mike Mills tocando seu baixo e aquele sóbrio-porém-exímio guitarrista, o Peter Buck... não, não mais. E sem músicas novas para nos surpreender em alguns anos.
Cada um vai ter sua história para contar sobre alguma música que marcou um momento (ou mais!) de sua vida. Ou algumas. Para mim marcou um período desafiador e o relacionamento com uma pessoa que até hoje considero especial que, do mesmo jeito que a banda, teve um fim e ficaram as melhores lembranças. Então, fica aqui meu agradecimento para essa banda que... bem, deixa pra lá, não tenho mais palavras.
Para terminar, por que não uma música que celebra o INÍCIO em vez do fim? Nunca se sabe o que vem pela frente, talvez tenhamos gratas surpresas no futuro vindo das bandas de Athens...


